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sábado, 11 de setembro de 2010

Título: A história africana nos cursos de formação de professores. Panorama, perspectiva e experiência


RESUMO: Sabe-se que no Brasil há muito problemas sociais e preconceitos que afetam principalmente os negros. Foi extinta a escravidão no Brasil, sem nenhum plano ou programa de benefício social para os emancipados, desta forma foi difícil e ainda tem sido os descendentes de africanos serem detentores de algum capital. E foi por falta desse dado fundamental, capital acumulado, que no Brasil, os negros, em geral não tiveram acesso as mesmas fontes de instrução e conhecimento, como escolas bibliotecas, museus etc., Diante deste quadro, estabeleço a questão orientadora da pesquisa: Que produções do Movimento do Negro, registradas em textos e outros materiais podem contribuir para a introdução da história e cultura africana e afro-brasileira nas escolas? O que se tem feito para a valorização do negro no Brasil? A Lei Nº10. 639 é a solução?

Palavra-chave: África, História africana; Ensino de História da África, Curso de Formação de Professores.



Introdução
O autor, Anderson Ribeiro de Oliva apresenta em seu antigo sua experiência acerca do ensino da História da África tão discutida nos últimos anos.
Apesar da contribuição africana como parte essencial da formação brasileira, muitos professores não estão preparados e qualificados para ministrar aula sobre esse tipo de assunto, muito ainda precisa ser feito “o aumento da pesquisa sobre a História da áfrica; o incentivo às novas publicações e traduções; a introdução de disciplinas especifica nas licenciaturas; a oferta de cursos de pós- graduação; e a modificação dos livros didáticos” (OLIVA, 2006), são algumas das medidas que precisar ser tomadas, para isso e importante para que todos da área de educação se interessem em querer aprender mais, identificando-o como umas matrizes legítimas da cultura humana em geral.
O autor apresenta sua experiência em sala de aula, relato sobre o primeiro dia de aula da História da África, onde os seus alunos o questionam sobre o porquê estudar história da África?
O autor apresenta a seus alunos alguns dos motivos pelo qual estudar História da África e sua importância, pela inestimável participação dos africanos na formação do patrimônio histórico e social e cultural da humanidade e assim por diante foi apresentando argumentos pelo qual o por quer devemos ter essa disciplina de história da África.
O que mais me chamar a atenção ao trabalho desse autor foi que em sua experiência como professor ele esclareceu aos seus futuros docente a partir de dados e reflexões da participação dos africanos na elaboração da sociedade brasileira e reforçou o autor sobre a questão do racismo.
Com a Lei 10.639/03, o ensino de História da África nas escolas se tornou obrigatório que determina a inclusão do ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira nas escolas de nível fundamental e médio do Brasil. Tal medida, como compreendemos, é de suma importância para um reparo no ensino do país no que pulsa a história e a contribuição dos povos africanos na formação da cultura brasileira. Trata-se de um equívoco histórico, já que o ensino no Brasil se utiliza, na maioria das vezes, de metodologias desenvolvidas sob a ótica européia, sem levar em conta a ciência, a filosofia e a cultura produzida na África e seus reflexos na diáspora em território brasileiro. Esta visão eurocêntrica estimula certa “invisibilidade” do negro na sociedade. O que nem todos sabem é que o Brasil é o segundo maior país de população negra no mundo, perdendo apenas para a Nigéria, e superando todos os outros países africanos. Tendo isto em vista, buscar o reconhecimento dessas raízes culturais é desvendar uma identidade cultural brasileira velada, elevando a auto-estima dos negros. Assim, a Cultura Afro nas Escolas propõe um modelo, possível e testado, de inserção da Lei nº 10.639 nas instituições de ensino públicas e privadas. A Cultura Afro Nas Escolas foi muito oportuno, já que, apesar da Lei, poucos professores se dedicam a trabalhar o conteúdo previsto por ela. O projeto, de certa forma, envolve e desperta o educador a fazer um resgate da contribuição africana, tão esquecida ao longo do tempo, mas que é uma herança importante na formação cultural do país. Depois de mais de 500 anos de história, as escolas terão por obrigação de fazer com que estas discussões e este aprendizado possam fazer parte do cotidiano escolar, proporcionando conscientização e, principalmente, mudanças na atuação social, tanto por parte de alunos, professores e comunidade Com a Lei Nº 10.639.
Não só por uma obrigação legal, mas como é função da escola, assim como de toda a sociedade, fazer com que os educando participem de forma mais eficiente possível desta pluralidade que é a formação da cultura brasileira. Fazia-se necessária não só a Lei, mas a revolução desencadeada quando introduz no currículo este tipo de abordagem da história e cultura dos negros.
Este projeto prendendo resgatar e apresentar as contribuições dos povos africanos na história e formação da cultura brasileira, sendo ainda uma oportunidade para prepararem-se para o cumprimento das exigências da Lei Nº10. 639, de 2003 – criada exatamente para contemplar, no currículo dos ensinos fundamental e médio, os conteúdos desenvolvidos pela Cultura Afra nas Escolas.

Outra questão de destaque para se estudar história da África e pelo seu legado cultural, artístico intelectual etc.
Vemos que no Brasil muitos professores não trabalham com esse tema por não ter uma formação uma preparação para ser falar do assunto outros considera o tema de menos importância e não trabalham com seus alunos e são inúmeras as dificuldades que se apresentam pelos professores.
Pesquisas mostram que são poucos os trabalhos de pesquisa de história da áfrica e que apenas na década de noventa em diante esse tema passa a ter um aumento significativo. Percebe-se que o numero de mestrado e doutorado vem desenvolvendo pesquisa com tema em África. E em muitas universidades vêm realizando concursos para a contratação de professores em história da África.
Com isso espera-se que professores se interessem cada vez mais pela pesquisa em História da África e que centros de Pós-graduação devam aumentar. Para que o ensino de história da África passe a ser cada dia mais conhecido, dependerá da formação adequada desses professores.
Segundo o autor, as aulas de História da África não devem ser reduzir as aulas de recursos de imagem, que vinculam a fome, doenças, escravidão, pois esses elementos não sintetizam a África, e preciso que ensine as diversidades e especificidades que recobrem o continente “como um universo de múltiplas configurações, sociais, políticas, econômicas, cultural, e que apesar de guardarem elementos em comum, são recortes singularizados pelas suas complexidades.” (OLIVA, 2006). As aulas precisam possibilitar aos alunos as múltiplas faces da História da África.
Outro fator importante segundo o autor, e “abordar cada região especificamente, e evitar um enfoque generalizado e reducionismo sobre a África. (OLIVA, 2006). Só assim os alunos poderão entender que a África e um conjunto de culturas onde cada região apresenta sua particularidade.




Conclusão
Não podemos deixar de acreditar que entramos em uma fase nova com relação ao papel ocupado pela África em nossas universidade e escolas. O ensino de História da África, jamais deve ser um limitador da capacidade humana de transformação, e sim um instrumento para a compreensão da realidade visando transformá-la. Defendendo a importância da lei estadual 10.693/03, como forma de não se reforçar o preconceito, principalmente nas escolas. “A escola é lugar de desconstrução destes preconceitos. É tempo de pagarmos a dívida histórica que temos com a comunidade negra, garantindo um futuro digno, de igualdade de oportunidades, condições e valorização das culturas das minorias étnicas. Só assim estaremos contribuindo para a construção de uma escola plural e cidadã e formando cidadãos brasileiros cônscios de seu papel como sujeitos históricos e como agentes de transformação social.

Referência
-Lei 10.639-2003-aplicações e limites - OLIVA, Anderson Ribeiro. “A história africana nos cursos de formação de professores. Panorama, perspectiva e experiência”. Estudos Afro-Asiáticos. Rio de janeiro, v.28, número 1/2/3, p187-219, 2006.

Rio de janeiro de 2010
O cotidiano da morte no Brasil oitocentista

Resumo :O cotidiano da morte no Brasil oitocentista JOÃO José: In ALENCASTRO, Luiz Felipe. Historia da vida privada no Brasil. São Paulo: Companhia das letras. 1997. Este trabalho tem como objetivo retrata como era realizada a cerimônia fúnebre em diversos paises, tanto no Brasil quanto em outros lugares do Mundo. Apresentado um pouco de como era os rituais e crenças, ressaltando a especificidade da cultura fúnebre de cada país especifico e mostrando que uma falha no ritual fúnebre comprometia a salvação do moribundo como se acreditava.

Introdução

O autor João José Reis no seu livro: O cotidiano da morte no Brasil oitocentista vem relatando e apresentado situações de como se tratava da morte no século XIX. O texto aporta à importância dos rituais fúnebres para a passagem do morto do mundo terrestre para sua entrada no Além. Com isso o texto vem apontado algumas características apresentado nos funerais do cotidiano Brasileiro que veremos no decore desse memorial.
O segundo o autor a morte não era um fim mais um novo recomeço para o espírito que iria passa dessa vida para a vida eterna. Assim a motor não era motivo encarada como motivo de tristeza mais com júbilo para algumas regiões como relata o autor José.
Segundo o autor, os rituais e cerimônias que eram realizadas para os mortos eram portas de passagem para facilitar a entrada dos mortos para o outro mundo. Sendo assim explica-se a importância desses rituais fúnebre para os mortos. Para eles não existia morte, pois se acreditava na vida eterna, uma nova vida depois da morte. Já para os católicos a realidade era outra, pois se acredita na questão da morte apenas para as almas que fosse dar no inferno. Na tradição católica aparece o purgatório “lugar de passagem na geografia celeste” onde antes, as almas seriam julgadas e condenadas dependendo da situação, iria para o Paraíso o para o inferno.
Para se ter uma boa passagem do mundo dos vivos para o outro mundo, era necessária fazer alguns rituais e cerimônias que o texto vem apontado como: rezar ao ver uma cruz na estrada, para que desta maneira a alma fosse salvas, como sinal de que estavam rezando pelo morto era colocadas pedras na base da cruz contabilizando o numero de rezas que já foram feitas.
Na áfrica também, não era diferente. Existiam também muitos rituais e tradições em relação ao rito fúnebres e sofisticadas concepções do Além que veremos agora. Por exemplo, “Todos viam os espíritos ancestrais como forças poderosas que os ajudavam a viver o cotidiano e asseguravam-lhes uma boa morte.” .Além de acreditar em alma penada por falta de ritos de quem não o fazia. “A morte prematura, morte acidental sem ritos devidos, era visto como grande desventura, que faziam sofrer a alma de quem partia e a consciência de quem ficava.”
Os africanos deportados eram obrigados a obedecer a regras do catolicismo, porém nunca abandonaram totalmente suas tradições. Contudo o que prevalecia eram as regras do catolicismo, principalmente em rituais fúnebres ao público.
Veremos agora, a importância do testamento, que era uma forma de realizar o desejo do morto na hora da morte. Ou seja, e através do testamento que se sabia como o morto gostaria que fosse sepultado e como gostaria que fosse seu velório. Era também, um meio de o morte deixar por escrito o destino dos seus bens. “Era muito perigoso morrer devendo-lhes promessas, pois assim lesados podiam se abster de qualquer intervenção em favor do morto durante o julgamento da alma” A morte também como afirma o autor, era um momento de reparação moral, onde muitos pais que não reconheciam a paternidade de seus filhos tidos em relações ilícitas declaravam seus segredos na hora da morte tudo para que a alma fosse salva. E assim muitos confessavam sua vida imoral para que sua passagem para a vida eterna fosse tranqüila na hora do julgamento.

SILVA, Eduardo. Dom Obá II D'África, o Príncipe do Povo .São Paulo:Copaninha de Letras,1957 .Esse texto tem como objetivo mostra como era a cidade do rio de janeiro desde 1808com a chegada da família Real para o Rio de Janeiro.
Em 1815 a cidade foi elevada a capital do Reino Unido de Portugal ,Brasil e Algarve “A importancia e o prestigio da cidade ,especialmente durante o reinado de Pedro II já era senso comum entre os Brasileiros”Em 1880 muitos protestos multidoões enfurecidas ,fez com que a primeira Costituição republicana aprovada em 1891 em seu artigo 3°a mudança da capital para o planalto central do país .
Na segunda metade do seculo a capital passapor um processo de grande transformação ,foi um periódo de modernização acelerada.Com isso, houve um acelerado crescimento populacional e também surgiram alguns problemas sobre as condições de trabalho e vida. Devido algumas epidemia como a febre amarela a taxa de mortalidade exedia a de natalidade.
O crescimento populacional só foi possivel devido a chegada de imigrantes esstrangeiros .Estes estrangeiros vinha para o Rio em busca de melhoria de vida, e opotunidade de trabalho.
A educação nesta época “continuava a ser como nos tempos coloniais ,um privilegio para poucos”
Os imigrates principalmente portugueses e italianos tomavam os melhores empregos tanto no comércio como na indrústria emergente “…os imigrates portugueses que contolavam o comércio de esquina e as casa barata de alugueis.”
O autor ainda fala de situação habitacional ,que devido a grande exploção populacional trouxe consigo alguns problema do tipo:habitação ,abastecimento e saúde pública.
Sengudo o autor a questão habitacional era um problema que afetava principalmente as camadas mais baixas da sociedadeque viviam em situações de submundo.
No século XVIII locais como Gamboa,cidade nova Santo Cristo e Saúde ficou conhecida como pequena áfrica,pois nessas comunidades havia uma grande concentração de negros nas ruas em torno do porto local de venda e desembarque de escravos.Com isso esse local ficou conhecido como “pequena áfrica”.


Um revolta do Vintém
Nesta época também temos augumas revoltas .A Revolta do vintém ficou conhecida devido ao acrescimo de $0.20,um vintém uma violenta manifetação de rua ocoreu devido a imtrodução de uma nova taxa que almentava em 10%o valor das passagem de bonde .Essa taxa foi almentada no dia 13 de dezembro de 1879.Macha de protesto na cidade foram realizadas por jornalista de classes média
Impostos e mais impostos
A Revolta do vintémso foi apenas o inicio de alguns dos problemas pois o custo de vida ,ficava cada vez mais alto ao loga da década que se iniciava.
Na África pequena o descontentamento era enorme e a população procurava explicação para aquela situação,culpando os altos impostos, ou o desemprego e assim por diante
O autor que nos apresentar neste texto o contexto do rio de janeiro no século XVII ,e suas transformações no decorrer do tempo apresentado o cotidiano dessa população assim como sua situação da mesma.

SILVA Maria Jardim Brugger.Crianças Expostas:Um estudo de Práticas do enjeitamento em São João Del Rei.Esse tema

Durante o periodo colonial e imperial brasileiro ,foi comum o fenômenoda exposição de crianças Esses texto tem como objetivo saber os motivos pelos quais elas eram expostas tendo como base de estudo São João Del Reis .Para isso o autor pesquisou e fez seus estudo tendo como base depoimentos que esclarece esse processo dos filhos expostos .
Esse tema dispõem–se principalmente de informações contidas em documentos serial,como resgistro paroquiais e listas nomenativas e listamentos isso para o estudo de exposição particula .
Em São Joãode Del Rei a prática de exposição de criança era bastante difundida .em 1761 a 1830 uma pesquisa mostra que essa prática se fez mais presente em São João Del Rei.
Segundo a autora Sheila de Castro Faria o estudo aponta que um dos fatos que explica a exposição e a cor ,a vinculação direta entre ascendencia cativa e probleza .
Um outro dado importante segundo a autora, e a caracterização dos recebedores de expostos e sua idade.Feito aparti de montagem de algumas ficha de família ,com ligação em outras fonte permitindoassim algumas pistas foram encontradas alguns tipos de informações mencionadas a cima por exemplo:”exposição a mulher que estavam ainda dentro do seu periodo fertil,ouseja,que foram encontrdas batizando filhos no mesmo periodo em que receberam as crianças expostas”,mulheres solteiras ,mulheres brancas e viúvas
Muitas dessas crianças expostas recebiam legados em testamento ou seja ,tinha direitos de bens materiais.
Os que recebiam as crianças expostas ,principalmente os mais velhos ,não estavam em busca do seu trabalho,mais talves necessitavam de sua companhia ,e atenção.
Segundo o autor não se pode chegar a conclusão mais sólida sobre a questão da insenção social dos expostos devido a poucas fontes de pesquisas .Porém a autora nos leva a crer que em geral parte ,não eram discriminadas pela sua condição.Quem podia viver ,em universo de riqueza ou probleza ,de acordo com o padão social dos que os criavam e com a forma pela qual eram por eles tratados como membro da familia ou simplesmente agregados.
CASTRO,Hebe.M.Mattos de.”Laços de famlia e direitos no final da escravidão”In:ALENCASTRO,Luiz Felipe(org)História da vida privada no Brasil,São PAULO:Compania das Letras,1997.pp.337-383
HISTÓRIA, MÚSICA E ENSINO: CANÇÃO POPULARES E CONHECIMENTO HISTÓRICO

RESUMO
Este artigo, visa o professsor a trabalhar músicas em sala de aula enquanto recurso pedagógico e também como um atrativo para as aulas. Mostrar e discutir os elementos que compõe uma sociedade através da relação interdisciplinar,com as relações entre história, música e ensino em sala de aula .

Palavras – chaves: História, música e recurso pedagógico.

INTRODUÇÃO
O tema aqui apresentado, tem como objetivos mostrar a importância da música em sala de aula, como parte de um recurso pedagógico. Baseado no artigo de, Roberto Camargo de Oliveira.História,música e ensino ao ritmo dos excluídos: músicas enganjadas e problemáticas socias na contemporaneidade.Graduado em História – Intituto de História (INHIS),irá apontar algumas vantagens para se usar a música como uma estratégia de ensino. Pois, hoje em dia a música está cada vez mas presente na vida dos alunos seja através de um rádio, CD de MP3 e tantos outros recursos que nossos alunos vem aderindo em sua vida cotidiana. Os alunos fazem lições de casa, em seus quartos, com um Cd ou rádio ligado ao lado, assim como também, muitos adultos, ouvem músicas enquanto trabalham em casa. Alguns professores e pais de alunos reclamam desse hábito, afirmando que esse hábito pode prejudicar na vida desse aluno, comprometendo um baixo rendimento escolar. Porém, o uso correto da música pode propiciar bons resultados em sala de aula, podendo ajudar tanto na concentração, quanto no relaxamento dos alunos coforme a faixa etária. E a música serve também, como estratégia para o ensino aprendizado do mesmo.
Segundo o autor na prática do ensino, estimula os profissionais envolvidos na atividade docente a elaborar estratégias que visam dinamizar as aulas, no intuito de prender a atenção do aluno, melhorar o desenpenho e, sobretudo, estimular a criatividade do discente através de práticas pedagógicas, por vezes, diferentes da usual. É atendendo a essas necessidade que os professores buscam ou deveriam buscar, tendo em vista que existem diversos recursos que vem atraindo cada vez mais os aluno, por meios de tecnológias cada vez mais avançadas, trazendo para suas aulas elementos complementares aos livros didáticos, transformando documentos em materias pedagógicos: um filme, uma imagem, um texto de uma peça teatral, uma música. Cabe então ao professor se ultilizar desses objetos de ensino para o preparo de suas aulas, seja do Ensino Fundamental ou Médio, para conduzir a aprendizagem sobre uma nova ótica. Aqui especificamente iremos tratar dos prefessores que se dedicam ao ensino de História.
A canção, e uma expreção artística que contém um forte poder de comunicação, principalmente quando se difunde pelo universo urbano, alcançando ampla dimensão do universo socia.
Muitas canções poderia constituir um acervo importante sobre as histórias do cotidiano dos segmentos subalternos. Ou seja, a canção e a música popular poderiam se encaradas como uma rica fonte para compreender certas realidades da cultura popular e desvendar a história de setores da sociedade pouco lembrado pela historiografia.
Muitas músicas, poderia ser ultilizada em sala de aula com objetivo de atrair a atenção dos alunos para a matéria, tornando-se um recurso pedagógico prazeroso para os a os dicentes. Pois, seria algo que iria incentivar e desta forma estimula o aluno para a aprendizagem. Porém, a escola parece não saber como incorporar ao seu cotidiano Lingugem não afeitas a sua tradição.
Muitos compositores, ao compor uma música, visam analiar aspectos da vida em sociedade, sejam aspectos culturais, econômicos ou políticos. Por tanto, o professor ao trabalhar com uma música e muito importante que ele antes de mais nada, observer os elementos textual da composição, ou seja, seu aspecto discursivo. Neste momento deve-se indentificar na canção a sua temática, buscar explorar o diálago da canção, isto é, quem fala /para quem fala /motivo da fala. Sempre que possível buscar na letra a existência de possíveis metáforas, paródia e outros procedimento narrativos. Estes aspectos são muito importante para que a sua atividade passe a ter um objetivo mais concreto no ensino aprendizagem .
Ao ser trabalhar com música, como material pedagógico e preciso também ultilizar a música em sua totalidade, isto é, nos seus aspectos discursivos e em seus aspectos músicas, observando o contexto que tem uma dimensão históricosocial do momento em que a canção é criada, e tem a capacidade de dar sentido à composição ou, até mesmo , de fazer variar o sentido da mesma, exemplo: (regravação). No caso do estudo histórico esses aspectos são interessantes de serem analisados, para que não haja erro de análise.
Conclusão
Por tanto, essa questão aqui levantada, ajudaria ao aluno a ter uma visão de mundo que, estudada e traduzida com a ajuda do professor e respeitando os seguintes aspectos levandados aqui nesse artigo, além de dinamizar as aula irá conduzir ao aluno na construção de sua ideias no mundo e no contexto históricosocial em que ele vive.
Para isso, e preciso também que os professores, coordenadores e diretores das unidades escolares se empenham para que as escolas se adaptem as novas realidade tecnológicas e investir em curso para que os professores possa se atualizar, para que possa desenvolver sua matéria de uma forma significa na vida dos alunos, através música assim como outros recurso tecológicos que podem ser trabalhados em sala de aula .

REFERÊNCIAS

• OLIVEIRA Roberto Camargo de.História,música e ensino ao ritmo dos excluídos: músicas enganjadas e problemáticas socias na contemporaneidade.Graduado em História – Intituto de História (INHIS) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e bolsista FAPEMIG.
Rio de janeiro
2009
ARTIGO DOS TEXTOS : AS IMAGENS DA CIDADE NA REFLEXÃO URBANA E RIO DE JANEIRO. NAS TRILHAS DO PROGRESSO: PEREIRA PASSOS E AS POSTURAS MUNICIPAIS (1902/1906)


RESUMO:Esta artigo tem como objetivo examinar a cidade do Rio de Janeiro no decorrer do tempo através de uma série de expressões no âmbito urbano. Onde sociologo e históriadores do século XX resgatam esse modo tradicional de pensar a cidade as novas realidades conforme as transformações do tempo histórico.



Palavras – Cidade, Rio de Janeiro e transformações.

INTRODUÇÃO
O autor José Barros d’ Assunção, vem abordando no seu texto: As imagens da cidade na reflexão urbana., o que é cidade? Este tema e abordado pela historiografia e pela sociologia do século XX e sem uma resposta o homem tem desenvolvido metáforas para descrever o que é a cidade no seu contexto histórico. Muitas das metáforas “…empregadas para tonar claras determinada relações de poder”.( JOSÉ BARROS,2004)
Com isso muitos são os conceitos usados para descrever o que e cidade, cada qual acarretando em benefícios e tem sido particulamente simpáticas aos economistas contemporânios e aos demografos, poder magnéticos que remete às noções de centro e periferia e assim por diante.
Existem também outros conceitos que visam o campo e a cidade para Fernando Braudel “…as cidades são transformadores elétricos : aumentam as tensões, precipitam as trocas, caldeiam constantemente a vida dos homens” (BRAUDEL, 1967)
Com todas essas metáfores podemos observar que cada uma carrega imargem com limitações e potencialidades e objetivos. Por isso cada disciplina produz uma imagem uma nova abordagem ou valorizar uma antiga metáfora.
O texto nos apresenta também que a cidade tem uma imagem primordial nas suas subsequentes transformações, onde “os homens que se unem para construir uma cidade já começa a interferir nos seus destinos, valendo-se das suas próprias imagens”. Com isso os cientitas sociais tentam formular uma imagem da cidade não deixando de examinar em um primeiro momento.
Kelvim Lynch classsifica a cidade em três categorias básicas com relação aos seus padrões formais de funcionamento e transformações: seria elas “cidades cósmicas! Com sentido mítico imposto de fora por algumas ideias matriz. As “cidades práticas” a imagem que se associa a está cidade é a “maquina” demostram desenvolvimento. E por fim as “cidades orgânicas”, que são aquelas que vão crescendo à maneira dos organismo vivos.
Para o historiador Fernando Braudel e a partir de seus estudos, as cidades poderiam ser classsificadas em “cidades abertas” , “cidades fechadas” e “cidades sob tutelar”. Onde as cidades antigas teriam a tendência para o modelo aberto, e as cidades fechadas as cidades medievais.
A partir do século XV, surgiram o modelo das “cidades dominadas”, isso com a formação dos sitemas políticos centralizados que já no séculos XIX as cidades industriais parecem se fechar novamente ressugindo uma tendência já proposta por Braudel. Com isso o artefato urbano, conforme se vê, tende a se mostrar aberto ou fechado conformr o seu contexto histórico.
Muitas outras imagens são possíveis apresentar, e um outro circuito de imagem que foi muito importante para o pensamento do século XX sobre a cidade foi: o circuito de imagens orgânicas e naturais onde existem a comparação de cidade com um organismo vivo, complexo formado por vários órgãos que desempenham funções diversas. Existe também e a de cidade como ambiente ecologico onde os seres vivos interagem uns com os outros, mas também com o ambiente inorgâmico . Muitos outros concepções existem para se entender o que é cidade.
Já no texto de Lená Medeiros, podemos vêr que o que surge não e apenas metáforas conforme o texto de José Barros, mais sim reações sobre a construção do novo espaço urbano.
No alvorecer do século XX, a cidade do Rio de Janeiro vivia grandes mudanças. O barulho e a poeira das demonições anuciava o progresso e a busca de novas representações para a cidade significava a condenação das tradições. (Lená, 2000)

A partir dessa citação a autora vem demostrar a questão das transformações ocorrida no século XX , onde a “…alteração da paisagem urbana, a chegada da modernidade traduzia-se num amplo processo de mudanças…” afetando a vida tradicional para o mundo civilizado, essa seria uma metáfora para o novo momento da cidade.
A cidade do Rio de Janeiro, estava então passando por um processo de mudanças no espaço, tudo o que se pensava em relação ao costume tradicional foi reprimido, pela modernidade e pelo luxo .Pereira Passos consagrou-se como símbolo dos novos tempos, pois em sua gestão muitas foram as construções e obras afetuadas na cidade . “ Euforia, mas também perplexidades, traduziram reações de apoio ou de crítica para às alterações do novo espaço urbano…”
“À medida que o progresso reordenou e especializou os espaços, redesenhando a cidade segundo os padrões europeus, a escravidão ainda tão recente, tornou-se uma mancha por apagar ou, pelo menos, por mascarar nos bastidores.Os costumes e festas tradicionais foram combatidosa em prol do progresso,num contexto no qual os portugueses,foram responsabilizados pelo atraso e pelo imobilismo, sofrendo discriminação e mesmo perseguisção em derteminadas conjunturas, com seus hábitos tornando-se alvos de desprezo e piadas.”
Enquanto no texto de José Barros os historiadores e sociologo tentava-se descrever a cidade a partir de metáforas, no texto de Lená Medeiros a cidade já tinha um modelo a se seguir ,que era o europeu. O novo modelo de cidade encontrava-se presente na obra de cronistas que aplaudiam a chegada da modernidade.

Conclusão
Diante dessas multiplicidade de discursos e ideias podemos perceber que cada área de uma disciplina constitui o seu objeto de estudo a partir de determinadas imagem e modelos urbanos para visualizar a cidade. E que, nem sempre, grandes mudanças na paisagem urbana são bem vista por aquele que foi influenciado por seu contexto, defendendo assim o tradicional. Mesmo que as mudanças traga consigo modernidade e progresso. A cidade então pode ser definida do ponto de vista de quem tem um olhar no passado (tradições) e por quem tem um olhar para o presente (modernidade), e a pergunta feita no texto de José Barros, O que vem a ser,afinal, a cidade? Os homens tem produzido metáforas que até hoje depende muito do ponto de vista de cada olhar, cada disciplina e cada objeto que se deseja estudar dessa cidade com suas multiplas definições.


REFERÊNCIAS

• BARROS, José D’Assunção, Cidade e História.Petrópolis.RJ: Vozes, 2004
• MENEZES,Lená Medeiros. “Nas TRILHAS DO PROGRESSO:Pereiras Passos e as posturas municipais (RJ 1902-1906) In SOLLER, Mª Angelica; Matos, Mª IZILDA (Orgs) A cidade em debate . São Paulo : Olho d”Água, 2000


Rio de janeiro
2009
Título:
Idéia de África

Resumo: Este artigo propõe uma reflexão acerca da Idéia de África. Mostrar que a idéia de áfrica e muito mais do que pensamos e do que nos e passado pela mídia. “Temos que entender por áfrica algo mais do que isso”, e preciso ver na áfrica não apenas o lado pobre que muitas vezes nos e descritos: mais pela sua cultura, sociedade e tantos outros legados deixados por esses povos na nossa cultura.

Introdução
A África e um continente que conhecemos a parti daquilo que os países que o colonizaram constituíram, a partir do século XX e não a partir do que os africanos entendiam ou entende sobre sua vida e sua terra. A História que conhecemos da áfrica foi escrito pelos colonizadores, que não deram importâncias aos valores, cultura e a religião desses povos desse continente.
Os habitantes da áfrica devem ser pensados por nós, como uma civilização que possui cultura que deve ser passada e valorizada. A riqueza da história do continente só é compreensiva se conseguimos vislumbra toda a diversidade e genialidade que cada povo conseguir forjar ao logo da história de lutas e interação entre e com a natureza.
Uma referência muito comum à África, inclusive em livros didáticos, é a de “continente negro”. Sendo que devemos observar que nem todos os africanos são negros, mais e assim que muitos livros e mídia preferem se referir África. Outra questão que e muito fala sobre a áfrica e a questão geográfica, onde as interpretações que se colocam na mídia, sobre esses habitantes e de naturalizar a história, colocá-los juntamente com leões, elefantes, zebras nos dando uma idéia de África selvagem e tribal e “vivendo longe da civilização”etc. Esquecem de focalizar que ali existem pessoas vivendo em grupos, organizando instituições, criando cultura, vivendo e amando e mudando a natureza.
E importante ressaltar que para parcela da população americana, especialmente da brasileira, a áfrica é também uma referencial existencial. Por isso e preciso resgatar essa história de seus descendentes no Brasil, suas raízes e valorizar para que não se limite a cultura e a história, para que se pensem nessa sociedade na qual os negros ocupem lugares importantes, em que sua aparência física não seja descrita como ruim.


O que entendemos por africanos?Ou o que entendemos por habitantes da África?E preciso entender que o termo “africano” nos sugere a princípio, uma idéia de unidade e um padrão próprio dos habitantes do território identificado como África, mas que dento dessa áfrica existe uma diversidade que se esconde atrás dos padrões, pois estamos falando de seres humanos vivendo em sociedade que são iguais a todos os demais homens e mulheres do planeta. O que o autor que nos deixar claro em seu texto e que o que precisa observar nos africanos é os padrões de como vivem em sua sociedade, analisar sua lingüística, sua cultura, alimentação, religião muitas das vezes tida como tabus na nossa sociedade atual.
Neste continente existe uma diversidade que não deve ser rotulada num mesmo padrão nem desconsiderada a partir do que esses padrões certamente contem o modo de vida dessa sociedade que vem através do tempo se perdendo com a falta de resgate e valorização dessa cultura.
O termo “africano” foi estabelecido pelos europeus, mesmo sabendo que se tratava de povos diferentes insistiam em rotulá-lo como “negros”, os europeus não reconheceu os africanos como humanos negaram seu papel político e social não apenas pela cor de pele negra mais por ser diferente do padrão europeu fez com que chegassem à conclusão de que não havia civilização na África, pois eles se consideravam referencia da humanidade. segundo o autor o objetivo dos europeus era educar os africanos para serem semelhantes aos europeus só assim seriam considerados como civilização com padrões políticos e sociais.
As reflexões a respeito da cultura Africana apontam três vertentes religiosas: O paganismo aos cultos animistas, o cristianismo e o islamismo. O cristianismo que foi introduzido no norte do continente através das campanhas romanas e das migrações gregas, fixa-se de diferentes maneiras ao lado das margens do rio Nilo. O Islã pela proximidade cultural, em que alguns elementos comuns, como a poligamia e o marabu adivinham tem um avanço no continente africano.
Porém verifica-se que muitos grupos mantiveram ao logo da história suas crenças, efetivando uma resistência aos preceitos do cristianismo e do islã. No que se referem às ditas religiões africanas, é possível verificações de uma grande diversidade, mai sem a maioria elas tentam responder as mesmas indagações que as demais religiões. Apresentam um deus superior que criou o universo e, em alguns verificamos a presença de entidades menores responsável pelo ordenamento da vida na terra. Outro elemento importante é a ligação com ancestral, capazes de interferirem no cotidiano, aconselhar e condenar um grupo pelas suas ações.
Essa é uma maneira genética de apresentar alguns elementos das religiões, e ás constantes transformações não podem ser resumidas em poucas linhas sem que se caia remetem ás crenças de um lugar comum para toda África.
Uma das religiões mais conhecidas a dos iorubas que são originalmente da religião da baixa Níger. As religiões africanas que mais aparecem nas estatísticas sob o rótulos de animista ou pagã, mantém vivam em todas as partes da África, mais em termos de números não são tão significativos. O Islã e predominantemente na parte norte e na faixa do oriente, ocupando as áreas mais populosas do continente. O cristianismo copta ainda mantém no Egito e na Etiópia, porém com menos força com a maioria muçulmana.

Conclusão.
Nos últimos anos, o interesse pela história da África tem crescido no Brasil. O tema tem recebido status de disciplina e tem sido incorporada nos currículos de graduação de varias instituições de ensino superior
Em uma perspectiva legal e jurídica da questão não se pode ignorar que, com a Lei nº. 10.639/03, o ensino da história da África nas escolas tornou-se obrigatório. E mesmo antes disso, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) já estabeleciam diretrizes nesse sentido. Ora, se temos de ensinar, portanto, temos de saber como fazê-lo. Devemos enfatizar e valorizar algo que está esquecido por muitos: nossa ancestralidade africana. É necessário que articulemos dados sobre a intensa participação africana na elaboração da sociedade brasileira com a ininterrupta tarefa de combate ao racismo e às práticas discriminatórias a que estão sujeitos diariamente milhares de africanos e afro-descendentes espalhados pelo mundo. Se não trabalharmos corretamente com suas características históricas não é possível construir imagens positivas sobre as realidades e sociedades africanas.

Bibliografia
ARNAUT Lopes. História da África: uma introdução. Idéia de áfrica.

Rio de Janeiro
2010
Cultura Erudita x Cultura Popular

Resumo

Este artigo tem como objetivo demonstrar as inúmeras e importantes contribuições da historiografia para a compreensão mais abrangente da cultura do povo. É elaborado através do texto de Jose Geraldo Vinci de Moraes. Modulações e novos ritmos na oficina da História.

Introdução

A importância desse artigo, e observa como a historiografia tem se posicionado em relação ao estudo da cultura popular e cultura das elites ou Cultura Erudita x Cultura Popular no decorrer dos tempos. E comparar com os estudos historiográficos feitos na atualidade. Com base no texto, de Jose Geraldo Vinci de Moraes, perceber como a historiografia passou a olhar para algumas fontes de pesquisas que antes não eram valorizadas como objeto de estudo e que na atualidade passam a ser fontes importantíssimas para se compreender toda uma sociedade. Exemplo disso, e a música popular que nos revela toda uma História do contexto de sua época.

A historiografia e a redescoberta da cultura popular.

Em crise das “grandes construções teóricas” nas ultimas décadas do século XX viveu-se um tempo de impasses nas chamadas ciências sociais, e a historia participou de diversas maneiras na construção desse quadro de instabilidade e questionamento. Gerando assim inquietações e certa sensação de vazio no historiador. Mais foi neste contexto de crise que surgiu a possibilidade de renovação da produção historiográfica, possibilitando a renovação de novos temas, das abordagens historiográficas. Em fins dos anos 80 essas imensas variedades de objetos e a excessiva interdisciplinaridade criaram certa “vitalidade anárquica”, a qual teria ficado sem rumo o historiador. Surgindo assim novos debates em torno da reorganização da disciplina de história.

A historiografia contemporânea contribuiu de maneira decisiva e criativa nesse período de mudança em torno das “culturas informais” ou “cultura popular”. As novas abordagens procuram ultrapassar as influenciam ainda enraizadas do romantismo, as quais recebiam a cultura como um sistema independente, autônomo e coerente, que determinou a pureza e a originalidade da cultura um povo ou nação. Também existiam interpretações que afirmavam que a cultura popular era sem criatividade e dependente da cultura formal. Porém tem se notado que estudo tem considerado a cultura popular como pluralidade cultural, ou seja, existe uma circularidade cultural, entre culturas formais ou de elite e culturas populares interagindo-se uma na outra. Dessa forma, podemos entender um pouco de como se tem visto a questão da cultura popular e erudita no decorre dos tempos e como a historiografia tem posicionado seus estudos teóricos nesse tema.

A historiografia tem encontrado alguns problemas em relação aos seus estudos sobre o tema abordado, pois o que se sabe sobre cultura popular são relatos orais fundamentada na memória. Para M.Bakhtin o importante de todo esses estudos e a circularidade cultural sobre a cultura popular.
Para o historiador Roger Charter o conceito de cultura popular e de “apropriação” dos bens culturais letrado com as iletradas, circulam pela sociedade se relacionando. Para o historiador Peter Burke o conceito de cultura popular “da uma falsa impressão de homogeneidade e que seria melhor usá-la no plural ou substituir por cultura das classes populares” O importante como o autor afirma é a necessidade de da valorização das culturas, independentes de ser cultura do povo do da elite. O que se espera e que essas culturas se interajam entre si, pois uma influência a outra nas diversas formas culturais na sociedade.
Já, os historiadores marxistas passaram a escrever com mais autonomia sobre as formações culturais, pois muitos deles se recusavam a interpretação típica das análises dos anos 50 e 60 de que as classes populares eram submetidas às classes dominantes faltando-lhes consciência e identidade política.
Edward P.Thompson procurou compreender a formação de classe não como um movimento estático, mas como um processo permanente, no qual os universos culturais a as experiências de vida têm papel determinante em sua constituição, ele valoriza tanto o papel da resistência social e da luta de classe, como também das tradições, ritos as desordens festas.
Sendo assim, as diferentes teorias existentes entre os historiadores contribuem para entendermos que as produções e forma de difusão cultural transitariam em vários sentidos, construindo incessantes interações, determinadas por realidades históricas especificas. Sendo vista dessa forma como pluralidade e aberta, marcada pelo seu tempo, a historiografia contribuiu para a ampliação do objeto de estudo da cultura tanto popular quanto da elite, visando que ambas são marcada pelo intercâmbio dos meios sociais.
Alguns ritmos de mudanças da historiografia no Brasil

Neste tópico iremos analisa algumas mudanças, transformações e questionamento na historiografia em relação à cultura e seu contexto.
Em meados do século XX dois fatores são fundamentais para essa mudança: O primeiro ocorreu entre meados dos anos 60 e70, quando a Historia tradicional predominante política centrada no período colonial foram alterada pelo crescimento gradativo da história econômica e social e também pelo alargamento das marcas temporais para os períodos monárquico e republicano. Nos finais da década de 80 a temática da historiografia brasileira expandiu e nos anos 70 o sistema de pós-graduação passou por uma reforma. Tornando, os seus estudos mais amplos e produção mais especificam na historiografia. Com isso, a música a e a arte, passaram a ser vista como fonte de pesquisa pelos acadêmicos interessados em canção popular urbana nos séculos XX, por disciplinas de literatura antropologia e outras. A historiografia não acompanhou esse ritmo inicial de pesquisa mesmo estando em processo de transformação. Todavia nos últimos anos isso tem mudado gradativamente, pois musicólogos e historiadores da musica tem procurado definir seus objetos de estudos a partir de um diálogo interdisciplinar. No Brasil a investigação dos historiadores relacionada com a música popular só teve início nos anos 90 servindo de fonte para se estuda questões de etnia gênero ou cultura engajada. Sempre com uma ligação interdisciplinar com outras ciências como, por exemplo: língua, literatura etc.
Porém, para qualquer historiador nem sempre será possível conseguir todo o material necessário para sua pesquisa. E não tem sido diferente com os historiadores que se dispõe em realiza uma pesquisa sobre a musica popular urbana. Pois suas principais fontes de pesquisa têm sido relatos orais por falta de documentos ou registro por muitas vezes se tratar de uma sociedade semi-alfabeta. Sendo de fundamental importância os documentos sonoros que são quase “inexistentes”, por estar muitos desse material em mãos de colecionadores e nos arquivos das bibliotecas. Pra esse problema, os pais têm organizado um programa, visando criar uma linha de patrocínio para a formação de acervo e outros programas visando à preservação da memória musical, para que dessa forma ajude os historiadores e outro interessado a resgatar historia de uma sociedade e do mundo através do objeto de pesquisa que tem sido a música.






Bibliografia


ESTUDOS Históricos, Rio Janeiro, vol.8n. 16, 1995, p.179-192

Revista de galega de COOPERACIÓN CIENTIFICA iberoamericana nº11/2005






ARTIGO DOS TEXTOS : O BRASILEIRO INQUESTIONÁVEL

RESUMO: A proposta do artigo é tecer a Trajetória política de Luiz Carlos Prestes. Patriota, revolucionário e comunista ficou conhecido como o Cavaleiro da Esperança, ao liderar nos anos vinte, a invencível Coluna Prestes, percorrendo cerca de 25 mil quilômetro Brasil adentro, numa incrível luta pelo ideal de liberdade. Depois do exílio na Bolívia, na Argentina, no Uruguai e na URSS, ele voltou ao Brasil em 1935 e aderiu ao Partido Comunista, num gesto de coerência aos seus princípios. Prestes, no entanto tornou-se um personagem controvertido, cuja vida é pouco conhecida e muito deturpada.

Palavras – Biografia,Luiz Carlos Prestes, comunista, tenentismo e coluna Prestes.

INTRODUÇÃO

Biografia de: O BRASILEIRO INQUESTIONÁVEL
Luiz Carlos Prestes nasceu em Porto Alegre em 1898. Com 22 anos de idade, diplomou-se engenheiro Militar, sendo o melhor aluno da turma. Sua carreira militar foi bastante curta, de 1920 a 1924, quando atingiu a patente de capitão do Exército.
Sem nenhuma dúvida, Luiz Carlos Prestes foi a figura mais importante do comunismo brasileiro. O seu destaque se deve-se ao fato de ter sido ele o dirigente com mais tempo de permanência à testa do Partido Comunista – cerca de quarenta anos, e o que possuiu mais carisma e uma popularidade que, em determinados contexto , era superior à do próprio partido.
Desde 1921, começou a participar do movimento da jovem oficialidade militar, conhecido como tenentismo: O tenentismo foi o movimento político militar que, pela luta armada, pretendia conquistar o poder e fazer reformas na República Velha. Era liderado por jovens oficiais das Força Armadas, principalmente tenentes. Participou da preparação do levante no Rio de Janeiro. Após a derrota do movimento, foi transferido para o Rio Grande do Sul, para inspecionar a construção de quartéis.
Coma revolta de 1924 em São Paulo e a retirada dos rebeldes paulistas para o Paraná, a preparação do levante gaúcho ganhou impulso. Em outubro de 1924, teve início a revolta de várias unidades militares no Rio Grande do Sul, Prestes dirigiu o levante do 1º Batalhão Ferroviário de Santo Ângelo, do qual os soldados formaram a maior parte dos integrantes da coluna rebelde, que ficou conhecida como Coluna Prestes. As duas forças tenentistas uniram-se e decidiram percorrer o interior do país, procurando o apoio do povo para novas revoltas contra o governo. Nascia, assim, a chamada Coluna Prestes, pois as tropas eram lideradas pelo capitão Luís Carlos Prestes. Durante mais de dois anos (1924 a 1926), a Coluna Prestes percorreu 24 mil quilômetros
Sem descanso, o governo perseguia as tropas da Coluna Prestes que, por meio de brilhantes manobras militares, conseguia escapar das perseguições.
Em 1926, os homens que ainda permaneciam na Coluna Prestes decidiram ingressara no Bolívia e desfazer, finalmente, a tropa.
A Coluna Prestes não conseguiu provocar revoltas capazes de ameaçar seriamente o governo. Mas manteve acesa a esperança revolucionária de libertar o país do domínio da velha oligarquia. através de 12 estados brasileiros.
Durante cerca de dois anos, a coluna Prestes, comandada por Miguel Costa e Luiz Carlos Prestes, composta da junção das tropas que se sublevaram em São Paulo e no Rio Grande do Sul, em julho de 1924, percorreu cerca de 25 mil quilômetros no interior do Brasil, pregando o fim da República Velha, a modernização do país e a realização de reformas sociais.

Apesar do grande número de soldados enviados contra ela e das alianças feitas entre as autoridades e os chefes locais para tentar esmagar a coluna, o movimento não foi sufocado - e o nome de Prestes ganhou projeção nacional. No início de 1827, depois de cruzar onze estados, os integrantes da marcha exilaram-se na Bolívia. O manifesto que se segue, divulgado em Porto Nacional, hoje estado de Tocantins, em 19 de outubro de 1925, expõe os objetivos da coluna.
Luis Carlos Prestes é um dos maiores símbolos dos ideais da revolução socialista no pais. Mesmo depois de morto, Prestes continua a incomodar os donos do poder. Em 1921, quando se engajou no tenentismo, sua motivação foi a de um patriota. Ele estava preocupado com a situação do Brasil com a situação do povo, com as injustiças, ainda que de forma confusa, ele queria lutar por um mundo melhor. Foi, pois, como patriota que ele ingressou no movimento tenentista. Nesse processo, e já nas atividades da Coluna entre 1924 e 1926, é que ele se transformou num revolucionário. Mas ainda não era um comunista. É este caminho revolucionário, na Coluna - quando percorre o interior do país e se depara com a terrível miséria do trabalhador brasileiro, o que o choca profundamente, que ele chega à conclusão de que os objetivos do tenentismo não vão resolver a situação do povo brasileiro. Por isso, propõe o encerramento da marcha, segue para o exílio e vai estudar, para conhecer melhor a realidade brasileira e encontrar o caminho. Aí se torna comunista
Uma vez no exílio, Prestes começaria a estudar o marxismo, após ter estabelecido contato com a direção do PCB (Partido Comunista do Brasil). A situação de miséria da maioria do povo brasileiro, verificada durante a marcha da Coluna, causara grande impacto no já então Cavaleiro da Esperança, levando-o a buscar no estudo da teoria a explicação para as causas dessa situação e a solução para a mesma. Ao cabo de um duro processo de revisão de suas concepções ideológicas e políticas, Prestes chegou à conclusão de que apenas no marxismo seria possível achar respostas racionais para os problemas que o preocupavam; e a resposta, em última instância, se resumia na necessidade de encontrar o caminho para a revolução socialista no Brasil.( ANITA Leocádia Prestes)
Porém, segundo a autora Anita Preste, as conseqüências da nova postura ideológica de Prestes foram a sua adesão ao programa dos comunistas e, após infrutíferas tentativas de conquistar para suas novas posições alguns de seus ex-companheiros do movimento tenentista, tomaram a decisão de romper publicamente com eles, o que se concretizou com o lançamento do seu Manifesto de Maio de 1930. A Marcha da Coluna e o impacto causado em Prestes pela situação deplorável em que viviam as populações do interior do Brasil levaram o Cavaleiro da Esperança a se transformar, anos mais tarde, na principal liderança do movimento comunista no país. A Coluna Prestes gerara o líder mais destacado da revolução social no Brasil.

Conclusão

“Prestes, figura fundamental na história política brasileira do século XX – cuja importância, talves, deveu-se mais à força de sua imagem que à sua ação política efetiva…”.( RODRIGO) . Prestes O CAVALEIRO DA ESPERANÇA tornou-se um mito, um herói comunista da população brasileira, figura exemplar .Portanto, o objetivo que se apresenta ao pesquisador é, partido das versões contraditorias elaboradas sobres o personagem tentar extrair, do mito , o líder real.

REFERÊNCIAS

• Anita Leocádia Prestes. A COLUNA PRESTES - UMA EPOPÉIA BRASILEIRA. <>

• BATALHAS EM TORNO DO MITO: Luiz Carlos Prestes. Artigo de RODRIGO Pattos Sá de Motta. É professor do Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n° 34, Julho-dezembro de 2004, p. 91-115

• O BRASILEIRO INQUESTIONÁVEL: Artigo de História: Profª Vivian Cristina da Silva Zampa. p.56 à 62.